




(LEIA! VOCÊ NUNCA SABE QUANDO VAI PRECISAR DE UM)
1- Arquiteto dorme. Pode parecer mentira, mas Arquiteto precisa dormir como
qualquer outra pessoa. Não o acorde sem necessidade! Esqueça que ele tem
telefone em casa, ligue para o escritório.
2- Arquiteto come. Inacreditável,
não? Mas é verdade. Arquiteto também se alimenta, e tem hora para isso.
3-
Arquiteto pode ter família. Essa é a mais incrível de todas: mesmo sendo
Arquiteto a pessoa precisa descansar no final de semana e precisa de um tempo
com a família e amigos, sem pensar ou falar sobre projetos.
Pergunta: Nas
situações acima o Arquiteto atende? Resposta: Sim. Pode atender, desde que seja
pago por isso. Desnecessário dizer que nesses casos o atendimento tem custo
adicional. Por favor, não pechinche. - Ah! E cara feia na hora de assinar cheque
não diminui o que você tem que pagar. Se queria mais barato poderia ter
procurado outro arquiteto. O combinado não é caro.
4- Arquiteto
precisa de dinheiro. Por essa você não esperava, né? É surpreendente,
mas Arquiteto também paga impostos, alimentação, combustível, vestuário, etc. E
uma coisa bizarra: Os livros, o escritório e as coisas que ele tem não chegam
até ele gratuitamente. Impressionante, não? Entendeu agora o motivo dele cobrar
uma consulta?
5- Ler, estudar é trabalho. E trabalho sério. Pode parar de
rir. Não é piada!
6- Não é possível examinar projetos pelo telefone. Essa nem
vou comentar.
7- De uma vez por todas, para reforçar: Arquiteto não é
vidente. Ele precisa examinar o projeto e muitas vezes precisa reexaminá-lo. Se
quer milagre, tente uma macumba e deixe o Arquiteto em paz.
8- Em reuniões de
amigos ou festas de família, Arquiteto deixa de ser Arquiteto, vira amigo ou
parente. Não comece conversas sobre como ajeitar sua sala ou que cor combina com
os móveis do seu quarto. Para isso ele precisa refletir, se concentrar, ou seja,
precisa trabalhar. No caso do Arquiteto, criar demanda mais do que a maior parte
das pessoas acha.
9- Não existe "apenas um desenho" - desenho é projeto,
projeto tem que ser pensado, e por sua vez, cobrado.
Diante desses
tópicos inconcebíveis a uma boa parte da população, algumas dicas para tornar a
vida do Arquiteto mais suportável:
O uso do celular:
Celular é
ferramenta de trabalho. Por favor, ligue apenas quando necessário. Fora do
horário de expediente, mesmo que você ainda não tenha acreditado, o Arquiteto
pode estar fazendo alguma daquelas coisas que você pensou que ele não fazia,
como dormir ou namorar, por exemplo.
Antes da consulta:
Por favor,
marque hora. Se não marcar, não fique andando de um lado para o outro na sala de
espera e nem pressionando a secretária. Ela não tem culpa da sua idiotice. Ah! E
não espere que o Arquiteto vá te colocar no horário de quem já marcou. Se tiver
fila, você vai ficar por último. Na próxima vez, ligue antes. Só venha sem
marcar em caso de emergência (que seja realmente emergência, por
favor!).
Repetir a mesma pergunta mais de cinco vezes não vai mudar a
resposta. Por favor, repita no máximo três. O Arquiteto não está sob
investigação policial.
Quando se diz que o horário de atendimento é até meio
dia, não significa que você pode chegar 11:55. Se chegar, volte depois do
almoço. O mesmo vale na hora do fim do expediente.
Emergência? Claro que o
Arquiteto atende, mas se estiver fora do horário normal, está fora do preço
normal.
Na hora da consulta:
Bastam alguns membros da família
para acompanhar o cliente e responder às perguntas do Arquiteto. Por favor,
deixe os amigos do cunhado e seus vizinhos com os respectivos filhos nas casas
deles.
Não fique bombardeando o Arquiteto com milhares de perguntas durante
o atendimento. Isso tira a concentração, além de torrar a paciência. Evite
perguntas que não tenham relação com o projeto.
Infelizmente, a cada
consulta, o Arquiteto só poderá examinar um projeto. Lamentamos informar, mas
seu outro projeto também terá que passar por consulta e você também terá que
pagar por ele.
O Arquiteto não deixará de cobrar a consulta só porque você já gastou demais na obra.
Não foram os Arquitetos que inventaram o ditado "O barato sai caro".